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Publicada em: 17 de agosto de 2016

Fenômeno do Freio de Ouro, Guto Freire vai para a final com 12 cavalos

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Por Patrícia Haddad

Cézar Augusto Schell Freire, mais conhecido como Guto Freire, classificou pela segunda vez – 2010 e 2016 – 12 cavalos para a final do Freio de Ouro. Somando 280 participações em provas oficiais e contando com o total de 176 animais credenciados até 2015, o ginete sonha em subir pela sexta vez ao pódio do campeonato.

Com 35 anos, Guto Freire já coleciona vários títulos:
– Freio de Ouro em 2011, 2012 e 2014;
– Freio de Bronze em 2015;
– Freio de Prata da FICCC (Federação Internacional de Criadores de Cavalo Crioulo) 2015;
– Bocal de Ouro 2012;
– Bocal de Prata 2010, 2011, 2015;
– Bocal de Bronze 2010, 2011, 2012, 2013;
– Ginete do Ano em 2010, 2011, 2012 e 2014.

 

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Para ele, a formação de médico veterinário foi uma oportunidade para agregar mais conhecimento em sua carreira e colaborar nesses resultados expressivos.

“Minha família sempre quis que eu tivesse um curso superior, por isso optei por fazer veterinária, mas durante o curso nunca parei de montar e treinar. Participei pela primeira vez da final do Freio de Ouro, em 2002, ainda durante minha faculdade. Inclusive meu estágio obrigatório e meu trabalho de conclusão de curso da graduação foram sobre o condicionamento físico de cavalos atletas para provas do Freio de Ouro”, explica Cézar Augusto Freire.

Ao longo da carreira, ele já treinou cerca de 100 cavalos finalistas ao Freio de Ouro e está participando com 12 animais no ciclo de 2016. “É fundamental ter uma equipe boa. Veterinários, treinadores, cabanheiros, limpadores de cocheira… Dependo muito de todos, pois sozinho não daria conta”, admite o ginete.

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Com responsabilidade sobre tantos animais, Guto Freire revela ficar muito concentrado durante as provas, mantendo sempre o foco, além de lembrar as peculiaridades de cada cavalo.

“Eu tenho bem definidos os problemas, as particularidades e as necessidades de cada um. Há animais que precisam ser apresentados e tocados de formas diferentes. É fundamental estimular os cavalos a mostrarem suas dificuldades, para que eu ajude a corrigi-los antes da prova. Assim, na hora da competição, eu consigo aproveitar o melhor de cada um na pista”, reconheceu Freire.

A performance dos animais melhora a cada ano, tornando a competição mais acirrada. A pontuação dos animais classificados zera para a grande final e todos participam em pé de igualdade. “Os detalhes fazem toda a diferença”.

“Tenho cavalos que apresentaram as maiores médias durante as classificatórias. Acredito bastante na parte funcional e morfológica deles, mas é difícil eleger um favorito. Todos os animais são bons e têm condições de ganhar o título”, reconheceu o ginete Guto Freire.

Fotos: Arquivo pessoal