Publicada em: 8 de maio de 2017

Definidos os jurados da Classificatória Aberta de Esteio

O desempenho dos melhores ranqueados das credenciadoras realizadas no ciclo 2017 está prestes a ser avaliado. Os 96 animais, divididos entre machos e fêmeas, serão levados à Classificatória Aberta de Esteio/RS, entre os dias 17 e 21 de maio.  Além da data, o quadro de jurados atuantes já foi definido: as fêmeas ficarão sob a responsabilidade de Carlos Cattani, César Augusto Hax e Luís Rodolfo Machado; já os machos contarão com o julgamento de Mário Móglia Suñe, Mateus Silveira e Rodrigo Vivar. Conheça a trajetória de cada um deles.

 

JURADOS – FÊMEAS

Carlos Catani tem em mente que todos os julgamentos ensinam algo. Há cinco anos, desde a primeira atuação, passou a compreender e cultivar este sentimento. Foi na marcante Credenciadora Estância La Republica, com 50 animais inscritos, que o profissional inaugurou sua presença nas tribunas de eventos da ABCCC. Neste momento, entendeu também o que é estar inserido no universo Crioulo e executar um trabalho de julgamento: “Nós representamos uma instituição que confia e capacita seus jurados. Dentro de uma pista, tratamos de ser justos sempre, pois representamos a Casa”, enfatiza. Para a grande classificatória que está por vir, permanece o desejo de saldo positivo e muito aprendizado: “que ganhem os melhores e que possamos aprender sempre”, diz o jurado que faz questão de agradecer e destacar que se sente gratificado pela confiança em julgar os animais inscritos.  

 

César Hax está presente nos julgamentos desde 2006. Desde lá, o profissional acumula muitas histórias pelas quais se orgulha. Uma delas é a de sua atuação na categoria Fêmeas do Freio de Ouro de 2013 – onde o desempenho de Oraca do Itapororó foi destacado tanto na morfologia quanto na função, demonstrando a multiplicidade da raça. A outra memória marcante em sua caminhada, foi a Exposição Morfológica de Pelotas/RS: “por tudo que a pista do município representa dentro do cenário da raça”, além do alto nível. Neste mês, o profissional terá mais uma atuação para somar. E para ela, a expectativa é de que seja forte e competitiva.

 

Luis Rodolfo Machado julga a raça Crioula há mais de duas décadas. Em 1996, deu início ao seu histórico como jurado da ABCCC em uma Credenciadora do município de Taquara/RS – recordação muito presente na fala do profissional. Para ele, o período de exatos 21 anos de atuação foi marcado por sua primeira Passaporte de Bagé/RS, justamente por ser considerada uma das pistas mais tradicionais do ciclo da Morfologia. Assim, desde o primeiro momento, Machado percebe a responsabilidade que possui em mãos ao ser o encarregado de observar o desempenho dos animais de acordo com o alinhamento de critérios da Casa e contribuir com suas avaliações. “Há todo um investimento e expectativa dos criadores que inscrevem seus animais em busca da classificação. A partir disso, nós procuramos fazer o melhor possível, para que sejamos, no mínimo, justos”, enfatiza.

 

JURADOS – MACHOS

Rodrigo Vivar começou a atuar recentemente, há seis anos, com o julgamento da Credenciadora de Inéditos de La Republica, localizada em Lujan (Buenos Aires). No entanto, 2016 foi considerado o que lhe trouxe o ápice de sua carreira na raça Crioula, com a atuação no Bocal de Ouro – evento que, segundo ele, jamais será esquecido. Para Vivar, ser jurado implica muita concentração e necessidade de estar sempre atualizado no regulamento. “Tem muita gente olhando e o jurado marca um caminho de seleção cada vez que avalia, por isso a responsabilidade é tão grande”, diz. Responsabilidade que será levada à Esteio/RS, desta vez na Classificatória Aberta, é o que desperta a ansiedade de continuar fazendo seu trabalho com paixão: “certamente será um julgamento muito bonito. Estou muito feliz e honrado por receber a confiança e respaldo que a ABCCC coloca em minhas mãos nesta seleção”.

 

Mateus Silveira já possui dez anos de avaliações em ciclos, começando pela sua cidade natal, Canguçu/RS, e chegando até um dos momentos mais emocionantes de sua história em tribunas da ABCCC: o Freio de Ouro 2016. “Pelos anos que os criadores levaram para criá-la e por hoje ser uma prova praticamente perfeita… Isso tudo me passava pela cabeça em cada instante que eu entrava em pista” – reflexão que só contribuiu para fortalecer sua convicção de que os jurados são um pedaço desta ferramenta de seleção. “Me sinto honrado de fazer parte deste grupo de criadores e no dever de dar minha contribuição. Estou ansioso para ver cavalo na pista desta classificatória de altíssimo nível”, encerra.

 

Mário Móglia Suñe já soma 30 anos decontribuição junto à seleção do Cavalo Crioulo. Desde 1987 participa das provas da raça e, dentro disso, honra a responsabilidade que lhe foi dada. Com apreço, são lembrados os momentos mais importantes da caminhada, como a classificatória de Jaguarão/RS que levou para o Freio de Ouro os animais Nobre e Norteña Tupambaé, além de BT Apache. “Foi uma disputa emocionante entre esses três animais”, lembra o profissional – salientando que, na época, fêmeas e machos corriam juntos. Outro julgamento marcante para Suñe, foi quando Butiá Guarani venceu, em Passo Fundo/RS, com apenas três anos de idade. Assim, para a classificatória Aberta, leva suas expectativas: “com certeza aparecerão grandes concorrentes”, completa.